Às vezes o sumiço do outro, é somente um sinal de exaustão.

Nem sempre quem não te procura deixou de sentir tua falta- às vezes (e na maioria das vezes) ele está lá, esperando que você também emane um mísero sinal de fumaça.

É fácil cobrar do outro a pouca atenção, mas e você, o que tem ofertado para aqueles que estão em sua vida?

Desculpem-me a franqueza mas absolutamente todas as relações humanas são pautadas na troca. Esperamos que o outro transborde tudo aquilo que por vezes não preenchemos em nós mesmos.

Poupem-me da hipocrisia de dizer não esperam absolutamente nada em troca das outras pessoas! Todos nós esperamos o mínimo que seja do outro – mesmo que esse mínimo, seja por vezes – gratidão, sorriso leve e respeito.

Nenhuma relação se dá individualmente. Relacionamentos são em no mínimo, 02 pessoas. Quando um oferta demais e o outro nada, a balança sentimental tende a pender para um só lado, restando para esse lado o peso de levar relações fracassadas a diante.

Ninguém é obrigado a carregar fardos de ninguém. Todos somos seres únicos que sabemos como ninguém como lidar com nossas faltas e excessos. O problema é que a causa do nosso problema sempre é somente o outro.

O outro que não liga, o outro que não procura, o outro que não sente falta, o outro que tem cortado o assunto.

Mas e você? Já se preocupou em compreender as razões do vazio do colega?

Lembre-se da troca. O que você tem esperado do outro que você não tem feito?


2018, eu achei que não te venceria..

Faltam alguns dias ainda para encerrar 2018, mas eu já parei pra fazer minha reflexão sobre tudo que aconteceu. Na verdade, o que 2018 mais me proporcionou foram momentos de reflexão!

Nesse ano, eu descobri que a paz interior é o alimento que mais necessita nossa alma. Perdi as contas de quantas vezes me faltou ar durante a noite, de quantas palavras me faltaram e de quantas lágrimas eu deixei escapar… Em todos esses momentos eu precisei silenciar a mente.

Minha tentativa de esconder as dores, as angustias e as preocupações em 2018 foram falhas. Quanto mais sufocava as lágrimas no travesseiro, mais minha aparência transparecia o fracasso.

Fracasso!

Todos esses fracassos sugavam minhas energias durante o dia, e a noite eu fingia que estava tudo bem, e que era só mais um dia ruim, criando uma situação de conformismo que fez com que eu jamais desabafasse com ninguém, acatando que minhas dores eram só minhas.

Em setembro, eu perdi àquela que sempre acreditou em mim, àquela que quando sentava do meu lado pra almoçar, me perguntava o porquê da minha tristeza e como que por magia, ela desaparecia.

Jamais senti uma dor tão grande em mim como ao perdê-la. Era como se alguém arrancasse meu coração (ainda é, dia após dia, mas a gente se conforma, né? Ou pelo menos disfarça bem).

Com tanta dor, provação e medo, eu precisei de braços fortes: braços que me sustentaram durante esse ano inteirinho. Braços que me ergueram, que me apoiaram e que me fizeram tão fortes quanto.

Eu achei que 2018, terminaria carregado de dor e solidão. Que eu fracassaria na faculdade e que as pessoas que eu tanto amo, estariam cansadas de tentar me mostrar o lado bom da vida.

Mas aí, eu percebi que o lado bom da vida, é ter essas pessoas que NUNCA me deixaram desistir, cair, fraquejar. Fiz muitas besteiras, mas fiz o que pude para consertar uma a uma.

Eu fui muito amada pelos meus! Embora achasse que não venceria 2018, ele me mostrou o quanto sou um rochedo. Uma fortaleza! O quanto minha avó estava certa: eu sou igualzinha a ela.

Teimosa, persistente. Confesso que esse ano me perguntei onde estaria Deus na minha vida, justamente porque tantas vezes eu desisti de tudo, mas tantas vezes eu recomecei do zero.

Eu errei tanto. Desisti tanto. Mas olhando bem, eu venci tanto! Realizei tantos sonhos, conquistei tantas coisas boas, trouxe pra perto tantas pessoas que estavam afastadas e criei um vínculo tão grande com aqueles que amo, que no fim das contas eu preciso mesmo é agradecer 2018!

Agora o clichê faz todo sentido pra mim… “Mar calmo, nunca fez bom marinheiro…”

Primeiro post do blog

Este é o meu primeiro post. Perdida ainda nas configurações e sem saber se vai dar certo ou não. O motivo de eu ter criado um blog é a busca incessante de escrever. Sou acadêmica do curso de Letras, e sempre amei escrever. Confesso que imaginava que no meu curso eu teria uma maior aptidão para isso, mas fiquei sem tempo. Sem tempo, mas sufocada. Sufocada pelo que precisa ser dito que não foi. Sufocada porque meu portal para desabafar agora será esse. Espero ansiosa e com muito carinho que meus leitores se identifiquem com minhas palavras e percebam que por mais loucos os sentimentos, jamais sentimos sozinhos, sempre terá alguém do outro lado do mundo, propenso a sentir aquilo que nos também sentimos. 

Boa travessia, a todos nós! ♥️